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Gago Coutinho no vapor que o há-de levar ao Rio de Janeiro (o vapor é o Lutetia1927-01-24

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Exmº Sr. Diretor do Diário de Notícias

O artigo elaborado pela jornalista Fernanda Câncio, com o título “O regresso dos heróis da “caravela voadora””, publicado no dia 19 de Agosto do presente ano, apresenta-se com uma série de erros cuja correção se impõe  apresentar.

Uma vez que sou autor da única tese de Doutoramento sobre Gago Coutinho posso fazê-lo um pouco à semelhança do direito a resposta já que o Almirante não deixou descendentes.

Nunca foram utilizados três aviões, mas sim hidroaviões. Não percorreram  8383 km mas sim cerca de 8.450 km (ainda que este pormenor possa não ser tão relevante assim, já agora corrige-se).

Gago Coutinho não levou nenhum “hidroavião Lusitânia, equipado com um horizonte artificial” mas sim um Sextante com horizonte artificial. O mesmo não ascendeu a contra-almirante, foi promovido.

Quando a jornalista se refere à primeira travessia aérea do Atlântico Norte pelo piloto norte-americano Albert Cushing Read mais a sua tripulação, esquece-se de referir que a mesma só foi possível com o apoio de 21 navios de guerra que, colocados ao longo da rota, permitiram ao piloto um conjunto de pontos de referência em nada comparável com a navegação aérea astronómica de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Quanto a John Alcock e Arthur Brown, estes efetuaram a segunda travessia da Terra Nova a Clifden- Irlanda, guiados por diversos destroyers dispersos pelo Oceano Atlântico, cuja metodologia utilizada, muito rudimentar, originou um desvio suficientemente acentuado da rota primitiva, portanto nada de extraordinário como se subentende pelo texto ” logram fazê-lo de uma só vez, em 16 horas”.

Sobre Charles Lindbergh  refere a jornalista que este “faria o Atlântico sozinho, numa rota bem mais longa” esquecendo-se sempre de destrinçar entre o que é voar utilizando a navegação astronómica.

Gago Coutinho referiria “que ainda que Lindbergh fosse o mais completo navegador aéreo do mundo – a não ser que o gato que o acompanhava se tivesse encarregado da pilotagem do avião – não poderia fazer navegação, a não ser à bússola, isto é, por estima, e, ao chegar à terra da Irlanda teria de perguntar aos pescadores onde estava, como afinal lhe aconteceu.”

Rui Miguel da Costa Pinto

Presidente da Secção de História

da Sociedade de Geografia de Lisboa

Ver o artigo da Jornalista aqui http://150anos.dn.pt/2014/08/19/o-regresso-dos-herois-da-caravela-voadora/

http://gagocoutinho.wordpress.com/

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