Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um excerto:
Um comboio do metropolitano de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.500 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.
O Doutor Moreira Rato ofereceu ao Museu do Ar os moldes originais dos bustes de …Gago Coutinho e Sacadura Cabral que tinha herdado de seu pai. Passarão a estar expostos o Museu do Ar em Sintra, na nova sala dos pioneiros.Ver mais
A exposição comemorativa do 90º Aniversário do Raid Aéreo Lisboa-Funchal, concretizado por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, encontra-se patente ao público no Terminal de Passageiros do Porto do Funchal, de 5 de Outubro de 2011 a 4 de Janeiro de 2012.
“Originais e únicos”, os relatórios dos dois aviadores fazem parte do acervo do Arquivo Histórico da Biblioteca Central da Marinha, que apresentou a candidatura à sua inscrição no registo da “Memória do Mundo” da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em março de 2010.
A agência especializada da ONU aceitou a candidatura, afirmando que a inclusão de tais documentos naquele registo “reflete o seu valor excecional e significa que devem ser protegidos em benefício de toda a humanidade”, além de “oferecerem uma excelente oportunidade para chamar a atenção para a importância da memória coletiva e da sua salvaguarda”.
O registo da “Memória do Mundo” da UNESCO inclui o património documental que, com base em recomendação do seu Comité Consultivo Internacional, é aprovado pelo Diretor-Geral daquela organização internacional, por satisfazer os critérios de seleção, quanto ao seu interesse internacional e valor universal excecional.
A “Memória do Mundo” é um programa da UNESCO que visa a preservação e divulgação do acervo documental valioso existente nos arquivos e bibliotecas de todo o mundo, de modo a aumentar a consciência mundial sobre a existência e importância desse património documental. in RTP
Já não é a primeira vez que são copiadas imagens deste Blogue, de facto em algumas fotografias deixámos de por marca de água mas não custa nada indicar a proveniência das mesmas pois muitas são fotografias nossas.
Colocou Gago Coutinho a legenda no interior do “Lusitânia” no pequeno espaço de que dispunha uma grande frase
“A Pátria honrae, que a Pátria vos contempla”.
A imagem é do Santa Cruz
Ao Sr Almirante Nuno Gonçalo Vieira Matias e Assembleia de Académicos pela minha recente eleição como membro efectivo da classe de História Marítima da Academia da Marinha
O Navio-Escola Sagres regressou a Lisboa da Volta ao Mundo no próximo dia 23 de Dezembro, uma viagem que durou cerca de 11 meses e durante a qual fez escala em 28 portos, tendo percorrido 40.000 milhas e realizado 5.500 horas de navegação, foi ainda visitado por cerca de 300.000 pessoas.
A travessia aérea Lisboa – Rio de Janeiro efectuada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral que, para alem dos instrumentos de navegação por si aperfeiçoados, levaram a bordo uma garrafa de vinho do Porto . Embrulhada numa camisa de Gago Coutinho, a garrafa salva-se milagrosamente dos sucessivos naufrágios, merecendo dos navegadores o maior carinho e apreço, pelo animo que o seu conteúdo lhes deu nos momentos mais difíceis da viagem.
Autografada pelos heróicos navegadores, foi por estes oferecida à Casa RAMOS PINTO onde se encontra guardada como uma verdadeira Relíquia histórica.
“A caravela symbolisa tradicionalmente para os portuguezes as nossas atrevidas viajens de descoberta do seculo XV, em que a pequenez dos navios era compensada pela grandeza da alma dos homens.”
in Gago Coutinho
Meu Exmo. Amigo Gago Coutinho
É cheia de desgosto e de lágrimas que lhe envio daqui os meus sentimentos pelo desaparecimento do nosso querido Sacadura.
Sobrinho neto do testamentário António da Costa Ivo doou importante acervo. Agradecemos ao Dr Mário Correia Conservador do Museu, que mal recebeu o mesmo de imediato nos contactou.
“Caro Rui,
Junto foto minha no cume do monte Nanga Parbat 2009
Espero que goste,
João Garcia”
“Viagei de machila na Zambézia; atravessei a pé as estradas de areia solta de Marracuene e as de além Cuanza; subi aos altos de Timor e da Angónia como ao Pico de S. Tomé, ouvindo nas sua origem estalar as trovoadas, como ouvi ao longe troar a grande catarata de Ielala, e trombetear os elefantes no banho, e rugir o leão satisfeito, depois de cear. “
Gago Coutinho
O marujo criou fama.
Desde um tal Vasco da Gama
Que no mar foi o primeiro;
E o Pedro Álvares Cabral
Só foi grande em Portugal
Por ter sido marinheiro.
A lutar como um soldado,
Peito ao léu, rosto queimado,
Ao sol da terra africana,
Com a farda em desalinho,
(Foi às ordens de Mouzinho
Que deu caça ao Gungunhana !
Quando o mar era um segredo,
Os antigos tinham medo
De perder-se ou ir a pique;
Só zombavam das porcelas
As primeiras caravelas
Do Infante Dom Henrique!
Fartos já de andar nos mares,
Também vamos pelos ares
Sem temor, abrir caminho;
Pois bem sabe toda a gente
Que o marujo mais valente É o avô Gago Coutinho!
Nessa Alcântara afamada,
O marujo anda à pancada
E arma sempre espalhafato;
É que guarda na memória
O banzé que houve na história
Do António Prior do Crato.
Quando vai p’rá Fonte Santa
E dá largas à garganta,
P’la guitarra acompanhado.
Até chora o mundo inteiro,
Porque a voz do marinheiro
É a voz do próprio Fado!…
“O almirante Gago Coutinho era um seu admirador
fervoroso e, sempre que estava em Lisboa, ia
vê-la ao Parque Mayer. Hermínia aproveitava para
fazer a continência e o almirante levantava-se e
correspondia ao seu gesto pondo o público em
delírio na plateia.”
A vida a bordo, mesmo dentro de mais estrita disciplina, era uma vida como que de família, todos se conheciam uns aos outros, a tinham aprendido, no longo convívio, a estimar-se e a respeitar-se. Ninguém tratava os marinheiros pelos números.
Com Altímetro; Velocímetro;Bússola
Só alguns aparelhos possuiam tsf mas para um pequeno raio de acção
O horizonte do mar por bruma ou altitude não era visível
Daí a importância do Sextante
17FEV2010 – 30º Dia – Aniversário de Gago Coutinho
Passam hoje 141 anos sobre o nascimento do Almirante Gago Coutinho, um proeminente Oficial de Marinha que se celebrizou pela condução da navegação aérea da Viagem entre Lisboa e o Rio de Janeiro realizada em 1922. Esta viagem foi da iniciativa de Sacadura Cabral cuja visão o levou a solicitar a colaboração do Geógrafo, Hidrógrafo, Navegador e grande Marinheiro já com provas dadas. Para a sua realização, foi necessário adaptar o sextante, em virtude da indefinição da linha do horizonte à altitude normal de voo. Para tal foi criado um “horizonte artificial” que utilizava um nível de bolha. O outro problema era o cálculo expedito da proa a governar para manter um determinado rumo, que foi resolvido com um “corrector de rumos” que resolve o problema graficamente.
Não sendo eu um historiador, conheço Gago Coutinho da formação que tive na Escola Naval, da minha Especialização em Navegação e, mais especialmente, de alguns locais onde a minha actividade me levou e onde pude constatar o génio do homem.
Desde logo, durante a viagem de 2008 do NRP “Sagres”, parámos em São Tomé e Príncipe e tivemos a oportunidade de visitar o Marco do Equador coordenado tão rigorosamente por métodos astronómicos que uma equipa científica que o foi coordenar por métodos de GPS geodésico há cerca de 5 anos, verificou existir um erro de cerca de 20 metros no posicionamento original, o que é extraordinário e atesta o rigor dos cálculos que duraram 3 anos – um de observações e dois de processamento.
Nessa mesma viagem parámos nos penedos de São Pedro e São Paulo, local onde, numa das amaragens previstas da travessia aérea, se perdeu o Hidroavião Lusitânia devido à calema que se fazia sentir no local. Fora um feito voar 11 horas e ir dar com aqueles ilhéus muito menores que os nossos Farilhões.
Os seus rigorosos trabalhos de delimitação de fronteiras realizados em Timor, Moçambique e Angola são ainda hoje utilizados como base nos acordos de fronteira.
Mas é na sua opinião sobre a importância de um grande veleiro como navio-escola, assunto versado num seu artigo datado de 1921 nos anais do Clube Militar Naval, que eu, Comandante do Navio-Escola da Marinha, mais me revejo. Um artigo do Comandante Malhão Pereira, meu antecessor e, ele sim, pessoa muito dedicada à história dos descobrimentos e da navegação, apresenta na edição dos mesmos Anais, Vol II de 2009, as seguintes citações do Almirante:
“… para o serviço do mar, e em especial para a guerra por meio de navios, a preparação não se pode fazer estudando livros no remanso do camarote de uma corveta ou canhoeira; tal instrução tem de ser essencialmente prática e aplicada. O auctor destas linhas, mal educado logo desde o principio da sua vida naval, nunca poderá negar que só chegou a conhecer alguns dos trucs da arte, depois de ter embarcado nos navios escolas, onde elle era, não alumno, mas instructor! E quantos princípios essenciais não ficou ainda ignorando?”
“E, que melhor representação poderia aí [portos estrangeiros] fazer, e até nas nossas colónias, uma Marinha como a nossa …, do que a visita periódica com um navio-escola moderno, que nos fizesse honra, bem adequado e bem provido de material, e guarnecido por um pessoal modelar, bem instruído e bem disciplinado?”
Almoçámos na posição 33º 30’S; 040º 40’W a navegar a 11 nós à vela. E brindámos ao Almirante com alma de Tenente que até ginástica com argolas fazia.
Ao anoitecer, tal como ontem, iremos tirar alturas de estrelas e determinar o ponto astronómico com os 10 alunos da Escola Naval do Brasil que navegam actualmente connosco! Na travessia aérea chegou a fazer 40 conjuntos de observações numa singradura, claro está, com o horizonte artificial e os métodos expeditos desenvolvidos pelo Almirante!
“Sequência de imagens da chegada de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, na Cidade do Mindelo em Cabo Verde no dia 05 de Abril de 1922, permanência e partida a 07 de Abril de 1922.
As fotografias são de autoria de Raul do Rosário Ribeiro que era fotógrafo amador e que foi indigitado pelo Governo da Colónia para fazer a recepção a tão ilustres visitantes e foram restauradas e são preservadas pelo fotógrafo cabo-verdiano Jorge Martins.”
Montagem de http://www.lestemais.com.br e colocação nossa
“Pouco tempo depois de Carmen Miranda ter feito a sua estreia na Broadway na revista musical Streets of Paris, no Teatro Broadhurst, acompanhada pelo Bando da Lua, a 19 de Junho de 1939, e ter levado apenas seis minutos (o tempo da sua actuação) a tornar-se numa celebridade nos EUA, Carmen Miranda recebeu, no camarim, a visita do almirante Gago Coutinho.
Quando sabia que era um brasileiro ou alguém do Rio a visitá-la, ou recebia um cartão em português, Carmen ignorava a política do empresário Lee Shubert, de que as suas vedetas estavam proibidas de receber os fãs dentro do teatro, e precipitava-se a receber a visita. Foi o que fez com Gago Coutinho. E segundo Ruy Castro conta na sua biografia Carmen, este, ao saber que ela tinha nascido em Portugal, perguntou-lhe: “Portanto, minha filha, porque é que não canta um fado ou um vira, em vez de sambas? E, em vez de ‘O que é que a baiana tem?’, por que é que não canta “O que é que a menina do Minho tem?”.
Apesar de nunca ter acedido ao desajustado desejo de Gago Coutinho, Maria do Carmo Miranda da Cunha, nascida faz na segunda-feira 100 anos em Marco de Canaveses, e levada para o Rio de Janeiro aos 10 meses e oito dias pelos pais imigrantes, jamais abdicou da sua nacionalidade portuguesa.
Única fotografia a cores que se conhece do Almirante que aqui se coloca bem identificada a pedido da família do Almirante Sarmento Rodrigues, mas que gostaríamos de partilhar com todos solicitando a sua não reprodução sem autorização da mesma.
Nunca conheci ninguém famoso. Pois as pessoas que conheci, até os 13 anos de idade, eram as da família, e uns poucos vizinhos. E quando, com menos de 14 anos, comecei a trabalhar em O Cruzeiro, uma revista fundada dez anos antes pelo jornalista português Malheiro Dias, tinha à minha frente Gago Coutinho, um velhinho português, baixinho, com um dólmã de marinheiro rico, jamais poderia imaginar que ele, cinco anos antes de Lindbergh, tinha cruzado de avião o Atlântico Sul. Com várias paradas, é verdade.
Millôr Fernandes
Infelizmente têm existido alguns empecilhos, em que esta tese avance, por parte de alguns (poucos) interesses instalados.
Portugal às vezes consegue ser muito pequenino, de tal forma que já Gago Coutinho se queixava do mesmo saindo com frequência para o Brasil.
Cruzeiro Aéreo às Colónias, momentos antes da largada. [Identificados no álbum:] Brigadeiro Silveira e Castro; major Jorge Castilho; almirante Gago Coutinho; António do Nascimento.
Nunca me meti na política, mas, até 1914, julguei que o regime República seria o melhor, por terem falido os políticos que aconselhavam os reis. A seguir às revoluções da República, que provaram também a falência dos seus homens, passei a considerar preferível um regime monárquico constitucional, como o inglês… mas mais socialista do que trabalhista. Este está arrebentando a Inglaterra, e se a rainha Vitória voltasse a este mundo, fugiria logo para outro…
“Gago Coutinho nunca se furtou a um pedido, solicitado por numerosos portugueses nunca virava as costas, desde as comunidades de emigrantes ao simples transeunte, estava sempre uma palavra amável . É isto que distingue os grandes homens”
“Título de patente de invenção concedida a Gago Coutinho por três anos, para um novo sistema de telegrafia eléctrica de relais radiocondutor.
Título de patente de invenção concedida ao mesmo por três anos, para um novo sistema de radio-condutor sem limalha”
A seguir ao liceu matricula-se na Escola Politécnica, em 1885 e por influência de um colega entra para a Escola Naval no ano seguinte, já que o pai não dispunha de recursos financeiros para o enviar para fora do País, a fim de cursar Engenharia de Pontes e Calçadas da Escola de Engenharia de Paris, conforme era seu desejo já que possuía grandes dotes em Matemática e Astronomia, frutos de uma fome de saber e de uma curiosidade inaudita.
“Viagem das alturas – descrevê-la
É dar em sombra a luz, em treva o astro
Nau que subiu dos mares e foi estrela
Olhai se há mais altiva caravela
Lusíadas seu ventre e único lastro.”
Vitorino Nemésio
Em 1928 é escolhido pelo Ministério da Guerra para presidir à comissão encarregada de reorganizar os serviços geográficos, cadastrais e cartográficos e no ano seguinte torna-se no primeiro presidente da Junta de Educação Nacional, que se viria a transformar no futuro Instituto de Alta Cultura e mais tarde no actual Instituto Camões.
“(…)O IAC, teve as suas origens num homem notável, que foi o Gago Coutinho. Ele trabalhava numa das Secções da Junta Nacional de Educação, onde estes problemas da Investigação eram examinados. E ele disse: “Não está bem que a Investigação, quer nas Letras, quer nas Ciências, seja vista assim tão sectorialmente. Devia haver um Instituto próprio”. E assim, como há, nomeadamente na Academia das Ciências, o Instituto para os Altos Estudos (o significado é Advanced), surge o IAC. Não tem nada de peneirento.
O Gago Coutinho foi o primeiro presidente do IAC(…)”
Entrevista de Emanuel Ferreira e João Carlos Reis ao Professor Abreu Faro
Queremos construir um projecto que englobe várias instituições e organismos oficiais
Academia da Força Aérea
Academia da Marinha
Antena 1 da RDP
Cinemateca Portuguesa
Escola Naval
Federação Portuguesa de Filatelia,
Instituto de Investigação Científica Tropical
Ministério de Educação
Museu do Ar
Museu da Marinha
Rádio e Televisão de Portugal
Sociedade de Geografia de Lisboa
Só precisamos que o Ministério de Educação nos liberte para este desafio
Os srs. almirante Gago Coutinho e brigadeiro Silveira e Castro, com o comandante e alguns oficiais que tomam parte no Cruzeiro Aéreo às Colónias. [Identificados no álbum:] Capitão Joaquim Baltasar; capitão Viegas; coronel Cifka Duarte; brigadeiro Silveira e Castro; almirante Gago Coutinho; tenente-coronel Ribeiro da Fonseca; major Pinheiro Correia; capitão Fernando Tártaro; tenente Humberto da Cruz.
1935-11-11
Gago Coutinho personifica o 10 de Junho , ele próprio nunca se recusou a deslocar às diversas comunidades de emigrantes a suas expensas para proferir diversas conferências sobre a gesta portuguesa.
Em 1950 Gago Coutinho é eleito Vice-presidente da Federação Aeronáutica Internacional e quatro anos depois é convidado, pelo Coronel Pinheiro Corrêa, para fazer parte de uma comissão com vista à criação de um futuro Museu do Ar e a representar, a mesma, em audiência com o Chefe de Estado. O que recusou por solidariedade ao seu antigo camarada e amigo, Jorge Castilho entretanto já falecido, que considerava ter sido tratado com desprezo pelo estado português.
Tem sido muitos aqueles que tem contribuído para levar a bom porto esta Tarefa, a todos os meus agradecimentos, mas também têm existido muitos recifes nesta travessia, mas disso não vale a pena falar.
A palmeira centenária e o mais conhecido marco da Estrada Nacional Numero Um, sucumbiu a velhice e a força dos ventos fortes que se fizeram sentir na zona sul do país na passada terça-feira.
A palmeira que deu nome ao posto administrativo que hoje é conhecido por Palmeira era facilmente visível a grande distância, particularmente para quem, vindo do norte do pais, se deslocava à cidade de Maputo, dada a sua localização, num ponto alto e, sobretudo, devido à altura que tinha atingido.
Não se sabe exactamente quantos anos tinha, mas há indicação de ter sido uma das referências geodésicas do tempo de Gago Coutinho. Aliás, a placa junto daquele “monumento” atesta que terá sido o ponto de orientação no árduo reconhecimento da triangulação goedésica concebida e executada por Gago Coutinho (1906/1908).
NOTICIAS 13/08/04
In http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/
Gago Coutinho quis o nome gravado na sua modesta campa rasa apenas com a designação de GEÓGRAFO. Mas os homens não morrem por completo enquanto a sua memória se perpetuar nas obras que nos deixaram. Além do que nos legou como geógrafo e como historiador dos descobrimentos de quatrocentos, o seu nome ficará para sempre na História como o homem de ciência que tornou possível e participou na heróica primeira travessia aérea do Atlântico-Sul. Os nomes dos santos, dos grandes sábios, dos grandes artistas, dos grandes pensadores, e dos heróis, que tantas vezes se confundem na mesma pessoa, pelo menos nalguns dos seus aspectos, ficam para sempre nos Anais da Humanidade. Gago Coutinho foi um homem bom, um sábio, e um herói, que já pertence à História como uma das grandes figuras da grei lusitana. ARMANDO CORTESÃO
Conferência nas Instalações da Sociedade de Geografia de Lisboa organizada pelos Amigos de Lisboa dia 29 de Maio pelas 15.00h “Gago Coutinho, alguns aspectos desconhecidos da sua vida” Rui Miguel da Costa Pinto
ENTRADA LIVRE
Início da linha do Rio de Janeiro com aviões B707. Primeira aterragem no Aeroporto do Galeão às 17.32 GMT de 17 de Junho, dia e hora a que, em 1922, tinha amarado na Guanabara o hidroavião “Santa Cruz”, com Sacadura Cabral e Gago Coutinho, no final da histórica 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul. Abertura da linha de Nova Iorque com B707.
O “Vôo da Amizade”, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, via Ilha do Sal teve início em 1960 utilizando, inicialmente, aviões da PANAIR do Brasil. Em 1965, com uma frota renovada, a TAP realizou o primeiro “Vôo da Amizade” com aviões próprios.
No ano seguinte, a TAP começou a operar a linha do Rio de Janeiro, com aviões B707. A primeira aterragem no Aeroporto do Galeão aconteceu no dia 17 de junho daquele ano, às 17h32min, horário de Greenwich, mesmo dia e hora em que, em 1922, fôra amarrado na Guanabara o hidro-avião “Santa-Cruz”, com Sacadura Cabral e Gago Coutinho, no final da histórica 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul.
Localização: Jardim do Museu do Mar – Rei
D. Carlos, sito na Rua Júlio Pereira de Mello
Freguesia: Cascais
Tipologia: Escultura
Descrição: O Monumento Comemorativo da Primeira Travessia Aérea do Atlântico, por Gago Coutinho e Sacadura Cabral é da autoria de Alberto Moraes do Vale, membro da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. O escultor representou o acontecimento desenhando uma “águia em calcário da região, de possantes asas abertas e olhos argutos, preparando-se para a largada sobre o mar”. Este monumento é constituído por uma peanha em forma de pirâmide, composta por um assentamento de pedaços de rocha, que sustem a escultura em pedra representando a águia.
De acordo com a informação publicada na obra Cascais de Ontem, da autoria de Manuel Eugénio, a escultura foi erigida no Passeio D. Maria Pia por iniciativa da Comissão Administrativa do Concelho de Cascais, em 1923, tendo sido oficialmente inaugurada anos mais tarde, em 1929, pelo então Presidente da Câmara, 1º Tenente Aviador Faria Pereira. Nessa altura foram colocadas duas placas em pedra calcária, uma na parte da frente e a outra a tardoz, contendo as seguintes inscrições:
“Viagem aérea Lisboa-Brasil por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Partida de Lisboa em 30-3-1992. Chegada ao Rio de Janeiro em 17-6-1922. A Câmara Municipal de Cascais mandou colocar esta lápide. Sessão de 22 de Abril de 1923”.
“Mandado erigir pela C.A. DO C.C. em 9-2-1927”.
No passado mês de Janeiro, durante o processo de desmontagem e transferência da peça do Passeio D. Maria Pia para os jardins do Museu do Mar, com vista à instalação no mesmo local de uma escultura de homenagem ao rei D. Carlos, foi identificada numa pedra da base a inscrição “Inaugurado em 30-3-1929”, que, após a remontagem, passou a estar visível no conjunto desta magnífica peça escultória.
“Algumas aplicações da astronomia na vida prática
Assunto árido, pessoal: astronomia é nacional! Exemplos apresentados pelo orador, que tem vivido de astronomia debaixo do braço, em astrónomo ambulante.”
Gago Coutinho
Pensamos que inédito na visualização, já que efectuamos o download directamente à British Pathe e colocámos no youtube
Em caso de cópia agradecemos referência ao Blogue e seu autor
Realizou-se no passado dia 19 de Fevereiro uma Sessão Solene evocativa dos 50 anos do falecimento do Almirante Gago Coutinho.
A sessão foi presidida pelo Almirante CEMA que na mesa se encontrava ladeado pela Vice-Presidente da Academia, Professora Doutora Raquel Soeiro de Brito e pelo Comandante Silva Soares.
Foram proferidas três conferências, pelo Comandante Silva Soares – “Gago Coutinho e a travessia do Atlântico Sul”, pelo Dr. Rui Miguel da Costa Pinto – “Gago Coutinho historiador da náutica e dos descobrimentos” e pelo Comandante Malhão Pereira – “Gago Coutinho e a história da náutica”.
Estiveram presentes, além de numerosos oficiais generais da Armada e da Força Aérea, muitos convidados, membros da Academia de Marinha e outros interessados na personalidade do Almirante Gago Coutinho.
Assunto árido, pessoal: astronomia é nacional! Exemplos apresentados pelo orador, que tem vivido de astronomia debaixo do braço, em astrónomo ambulante. G.C.
Para assinalar os 50 Anos da morte do Almirante Gago Coutinho, a RTP Memória gravou no Museu de Marinha, um programa apresentado por Vasco Trigo, que contou com a presença de representantes da Sociedade de Geografia, Museu de Marinha e Academia de História.
Gago Coutinho entrou para a História como navegador na primeira travessia aérea do Atlântico Sul, em 1922, tendo como piloto o seu amigo Sacadura Cabral. A viagem provou que era possível fazer navegação aérea com a mesma precisão da navegação marítima. Foi utilizado um sextante adaptado com horizonte artificial e um corrector de rumos criado por ambos os parceiros de aventura.
Mas Gago Coutinho viveu até aos 90 anos e manteve sempre uma actividade intensa. Ainda antes da aventura aérea, teve uma carreira como oficial de Marinha e como geógrafo. Percorreu milhares de quilómetros a pé em África e em Timor fazendo o levantamento de fronteiras das então colónias portuguesas. E durante diversas viagens a bordo de veleiros, fez estudos aprofundados sobre as rotas dos descobridores portugueses da Escola de Sagres, introduzindo novas interpretações sobre as rotas e as técnicas de navegação utilizadas nas viagens para África, para o Brasilo e para a Índia.
Estes aspectos são abordados no documentário produzido para assinalar o cinquentenário da morte do Almirante, no qual a RTP revela igualmente facetas até aqui menos conhecidas, como alguns problemas com a censura do Estado Novo, a posição crítica em relação ao fascismo e ao nazismo e até os amores de Gago Coutinho.
Este trabalho,contou com a colaboração de Rui Costa Pinto, um investigador que está a preparar o doutoramento sobre a vida e obra de Gago Coutinho e é membro da Sociedade de Geografia de Lisboa. Contou também com a participação de José Manuel Malhão Pereira, oficial da Armada, Mestre em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa e membro da Academisa de Marinha. Participa igualmente Proença Mendes, actual comandante do Navio-Escola Sagres, onde se continua a ensinar a navegação astronómica desenvolvida por Gago Coutinho. A RTP ouviu também Maria Fernanda Rollo, professora universitária e especialista em História Contemporânea, bem como o adido militar da Embaixada do Brasil em Lisboa, Coronel Waldeísio Ferreira Campos. Recorde-se que a viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral serviu também para assinalar o centenário da independência do Brasil.
Um documentário de Vasco Matos Trigo
Realização de Rui Nunes
Imagem de Carlos Oliveira
Edição de Francisco Sequeira
Produção de Ana Pitas
RTP1
2009-02-18 | 21:00h
Foi-nos pedido para escolhermos algumas fotografias do espólio de Gago Coutinho na Sociedade de Geografia de Lisboa, para serem enviadas para os CTT, a escolha recaiu sobre as que estão no Postal
Com a presença de alguns membros do Governo, de um representante da Fundação Calouste Gulbenkian, e de outras individualidades(…) é também inaugurada uma saleta dedicada ao almirante Gago Coutinho, onde se vêem as condecorações, mensagens e outros
objectos que pertenceram ao glorioso geógrafo e nauta, por ele legados à Sociedade de Geografia. Em armários
provisórios, também ali se encontram espécies bibliográficas que faziam parte da importante livraria do almirante. in “Diário Popular” de 2 de Fevereiro de 1961
…ao acaso, em liberdade, nas argolas, na barra fixa, no trapésio, nas paralelas, com os pesos. Como no Lyceu nem se falava em gynástica, nós não passávamos de gynastas curiosos.
O caixão, de pinheiro será pobre, para caber no jazigo, onde já está o meu nome. Vestir-me-ão os calções de caki como atravessei a África. Tudo pobre, como nasci. Aliás nunca almirante a valer, mas autêntico geógrafo de campo.
No ano passado fomos convidados para falar num Colóquio conjunto entre a Academia da Marinha e a Sociedade de Geografia de Lisboa. Devido à circunstância do Presidente da República se deslocar no mesmo dia à Sociedade de Geografia de Lisboa, as comunicações da Academia da Marinha passaram para o dia seguinte.
O autor do Blogue encontra-se presentemente a preparar uma Tese de Doutoramento intitulada “Gago Coutinho, historiador da náutica e dos descobrimentos ” trata-se de uma Biografia do Almirante
Instituições: Academia da Força Aérea, Academia da Marinha, Arquivo Histórico da Biblioteca Central da Marinha, Arquivo Histórico da Força Aérea, Antena 1 da RDP, Câmara Municipal de Cascais, Cinemateca Portuguesa, Escola Naval, Federação Portuguesa de Filatelia, Grupo de Amigos do Museu de Marinha, Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo,
Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Instituto de Investigação Científica Tropical, Museu do Ar, Museu da Marinha, Presidência da República Portuguesa, Rádio e Televisão de Portugal, Particulares: Dr. Ana Aranha, Doutora Ana Cannas,Drª Ana Cristina Antunes, Dª Ana Maria Sarmento Cavaleiro Ferreira, Dr.ª Ana Pitas, Doutora Ana Roque, Doutora Ângela Domingues, Major Aurélio Antonio Almeida, General Brochado de Miranda, Dr. Carlos, Drª Helena Grego, Dª Carla e Dª Sandra (SGL), Tenente Carlos Manuel Valentim, Almirante Cavaleiro de Ferreira, Comandante Cyrne de Castro, Professor Doutor Francisco Contente Domingues, Director do Museu do Ar Coronel Henrique Rodrigues, Dr. Henriques Mateus, Dr. Higino Cruz, Dr.ª Isabel Pinto, Drª Isabel Beato, Dr. João Brito de Sousa, Director do Museu do Mar Rei D. Carlos Dr.João Camacho,
Dr. João Filipe Corrêa da Silva, Dr. João Xavier de Brito, Comandante Jorge Semedo Matos, Almirante José Bastos Saldanha, Sr.José Fernandes dos Santos, Comandante José Malhão Pereira, Almirante Leiria Pinto, Professor Eng Luís Aires de Barros Sr.Luis Figueira, Comandante da Escola Naval Almirante Luís Manuel Fourneaux Macieira Fragoso, Director do Centro de Música Tradicional Sons da Terra Doutora Maria João Soares, Doutora Maria Manuel Torrão, Conservador do Museu do Ar Dr. Mário Correia, Professora Nelly MF Candeias , Dr.ª Patrícia Moreno, Engª Paula Santos, Dr. Paulo Stuck Moraes, Alferes Pedreira, Comandante da Sagres Proença Mendes, Sr. Pedro Vaz Pereira, Eng. Ricardo José Nunes dos Reis, Dr. Rui Ramalho Ortigão, Sr. Sebastião de Sousa Chaveca, General Serôdio Fernandes, Dr.ª Teresa Albino, Dr. Vasco Trigo, Doutor Vítor Rodrigues, Artista Zé Roberto Graúna, Alferes Yann Araújo