Localização: Jardim do Museu do Mar – Rei
D. Carlos, sito na Rua Júlio Pereira de Mello
Freguesia: Cascais
Tipologia: Escultura
Descrição: O Monumento Comemorativo da Primeira Travessia Aérea do Atlântico, por Gago Coutinho e Sacadura Cabral é da autoria de Alberto Moraes do Vale, membro da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. O escultor representou o acontecimento desenhando uma “águia em calcário da região, de possantes asas abertas e olhos argutos, preparando-se para a largada sobre o mar”. Este monumento é constituído por uma peanha em forma de pirâmide, composta por um assentamento de pedaços de rocha, que sustem a escultura em pedra representando a águia.
De acordo com a informação publicada na obra Cascais de Ontem, da autoria de Manuel Eugénio, a escultura foi erigida no Passeio D. Maria Pia por iniciativa da Comissão Administrativa do Concelho de Cascais, em 1923, tendo sido oficialmente inaugurada anos mais tarde, em 1929, pelo então Presidente da Câmara, 1º Tenente Aviador Faria Pereira. Nessa altura foram colocadas duas placas em pedra calcária, uma na parte da frente e a outra a tardoz, contendo as seguintes inscrições:
“Viagem aérea Lisboa-Brasil por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Partida de Lisboa em 30-3-1992. Chegada ao Rio de Janeiro em 17-6-1922. A Câmara Municipal de Cascais mandou colocar esta lápide. Sessão de 22 de Abril de 1923”.
“Mandado erigir pela C.A. DO C.C. em 9-2-1927”.
No passado mês de Janeiro, durante o processo de desmontagem e transferência da peça do Passeio D. Maria Pia para os jardins do Museu do Mar, com vista à instalação no mesmo local de uma escultura de homenagem ao rei D. Carlos, foi identificada numa pedra da base a inscrição “Inaugurado em 30-3-1929”, que, após a remontagem, passou a estar visível no conjunto desta magnífica peça escultória.